Heaven's (Not)Enough
Divago, mais enquanto me permito, surfar nas ondas do proibido,agora que os muros criados por mim, partes de mim, agora caem, juntamente comigo, dando de presente o que sobrou para enquanto durar
Sempre se repete, até o dia que você me retorna
Com um olhar diferente do meu curioso e sapeca
Fico inquieto e angustiado, palavras me faltam
Mas eu sei o que é, ou seria apenas delírio ?
Talvez eu deva relevar, pequenas peças de minhas fantasias não quero pregar
É, mas em paz não consigo ficar
Angustia, horror, medo, sofrimento
Talvez ironicamente, enquanto disfarçadamente me oculto de sua presença
Para fugir daquilo que mais precioso é, e mais protegido deva ficar
Mas para temperar minha tortura você aparece, com o pior dos temperos doce-amargo
Sádica
O perfume não é forte e nem deveria, o pouco que sinto já me causa danos, me dilacera
Tento desviar o olhar, fechar o nariz tampar os ouvidos
Más sua estupides, assim como a minha
Limites desconhece
E tarde demais agora é, não há objetos pontiagudos para me cegar, não há mais como evitar
Estou cansado e já desgastado não há saídas : é o fim
Acho que já não dava mais para fugir, tudo bem eu dou o braço a torcer
Já que você quer tanto e falar não sabe
Talvez meu sorriso bobo a tenha conquistado mesmo eu não sabendo fazer isso
Mas minha cede já era grande e estes lábios molhados seus eram meu único destino e desejo
Posso brincar com eles eternamente, enquanto falo minhas bobagens de amor dengoso
Estas que você mais se delicia ou talvez as que você mais teria medo de ouvir ?
Fiquemos juntos enquanto nas nuvens estamos, já que o céu solitário só mais um azul seria
Veja onde isso nos levou, escravo sou de seus caprichos carinhosos
Não consigo te dizer não, vai sempre me dobrar com suas artimanhas de dengo
Mesmo que você nunca perceba que fazendo isso, diz sempre o que eu quero escutar
Que curioso, estes olhos solitários sempre encontrarem os teus quando se fecham
Sera que então, eu não seria seu para sempre, se eu jamais os abrir novamente ?!


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