Yurinê




É sempre em meus últimos momentos
Onde mais nada consigo distinguir 
Sua figura pode vir
Tão adorada, amada? 
Me perco em mil palavras
Todas pomposas bonitas e belas
Mas sempre que ponho a mão em meu peito
Nenhuma delas tira o frio
Talvez por serem meras conjecturas
De possibilidades múltiplas e infinitas
Mas nada real
Já que isso você não me ensina
Nada posso fazer, enquanto eu desapareço
Seria talvez teus desejos? 
Que me convocam nos meus últimos momentos? 
Para certeza ter de que eu não sairei de suas garras? 
Não entendo e nem quero, cuidado
Tenho medo de você
Assim como você tem de mim
Veja a hora, esta tarde e já não tenho forças pra me manter 
É uma pena, mas deixo minhas mais cordiais palavras
A quem eu não entendo e nunca vi mas mesmo assim me persegue 

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