Pesadelo

As vezes eu acordo e respiro ofegante, quando um filme toca na minha cabeça tentando rebobinar o dano de algo que me deixa horrorizado.



Não se pode por em palavras
As rimas maléficas que os sonhos me deixam
Pesadelos disputam seu lugar
Em minha cabeça cheia de monstros que precisam se alimentar
Sussurrando coisas no meu ouvido que você nem pode imaginar
Diga o que você jamais resistirá
Diga o que você nunca ira acreditar
Mostre o que você não quer mostrar
Dê o que jamais receberá
Em horas assim que fico só
Alegro minhas lagrimas que completamente inanes são
Desmaio em minha triste postura
Respiro aflito pois todo meu orgulho se foi
Não consigo negar esse doce-amargo desprezo
Que corre em mim átomo por átomo célula por célula
Quando sonhos não bastam mais
Me da esta sensação de um inóspito hospede
 Da decepção
Outro dia passa e meu sangue corre gelado
Talvez eu seja apenas um gélido despressentido
Que não consegue negar nem esconder
Essa unica sensação
Solidão


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