Ergo
Meus olhos cansados enxergam
Horrores inexplicáveis
Um ponto de balança que não se pode alcançar
Emocionalmente instável
Enquanto as criaturas mais baixas
Minha pele pálida perfuram
Que cena de desprezo, um vazio eterno sem ternura
Fruto de sua máscara opaca de vidro
Que aos outros com gosto fere
Por seus caprichos manhosos que nem a ti reconhecem
Patética substituição infame, fútil e estupida
Meus olhos cansados enxergam
A malícia infeliz em teus gestos
Que aos próprios iguais fere
E com gosto, de suas entranhas se alimenta
Defesa emocional
Sua eterna má cruzada
Me perfura de dentro pra fora
Que escapa aos mais feridos
Enquanto as formas de vida mais baixas
A ti devoram


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