E eu não poderia me importar menos


Pessoas, ah pessoas, pedaços de carne
Que adoram degradar, destruir e despojar meu senso de justiça
De eras em eras de peregrino fui a solitário mercenário
Nossa que tempo horrível!  Pensei que as idéias de berço já teriam partido! 
Ah Maldita ingenuidade! 
Quantas doses deste ilustre variante de  veneno ainda flui no meu gélido sangue?
E eu não conseguiria me importar menos
É eu realmente não entendi, então resolvi me abster, ah profana paciência! 
Não suporto estupidez! 
Então vou partir novamente para outro lugar morar
Quem sabe coisas diferentes, lá vão estar
É engano meu, novamente o mais puro pesar!
Nossa esse trágico destino não quer me largar, não importa onde eu me esconda
A estupidez humana sempre vem me pegar! 
Paciência, paciência este dueto de dor bem que poderia parar
É mas não dá, não iram deixar pois para estupidez sempre há um cargo espetacular! 
E eu não conseguiria me importar menos
Simplesmente em meus aposentos resido e a esta peça assisto
Com minha face de desapontamento as piores condolências trago
Mas isso não irá deter a mais arrogante escória
Ah apatia,  maldita seja você, que não consegue ler minhas entrelinhas
Novamente um espetáculo a estupidez ergue
E nessa cena de rejeição que se encena, vem o papel principal com meu nome no roteiro
Mas que maravilha de cina, especialmente financiada pelo meu destino
Ao qual eu com bravura tentei desafiar,  mas o preço está de fato muito caro para pagar
Uma dura escolha, que de fato minha nunca foi, por isso devo me abster
Mesmo que somente momentaneamente,  deste teatro de horrores eu consiga me esquecer
Pois até mesmo para céticos, malucos e afins nada me importa, eu já sei o fim!
E eu não conseguiria me importar menos

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